terça-feira, 8 de março de 2011

#PROOTESTO !




NÃO QUER DIZER PORQUE O JOGADOR SIMPLISMENTE FOI DESCONVOCADO SENDO ELE UM BOM JOGADOR E QUE A IMPRENSA NUNCA MAIS FALOU DELE ? PORQUE ? PORQUE NEYMAR É MELHOR E DA MAIS AUGE A VOCÊS ? MAIS PENSEM NAS PESSOAS, AS MENINAS DO FÃ CLUBE E TODAS AS PESSOAS QUE GOSTAM DE COUTINHO E ACHAM SEU FUTEBOL BONITO ESTÃO DECEPCIONADAS COM A IMPRENSA, AGOOOOOOORA É SÓ FALAR DE R1O ¬ RONALDINHO CARIOCA, ODEIO ESSE CARA. EU QUERO AS NOTÍCIAS DO MEU PHILIPPE COUTINHO DE VOLTA! EU QUERO ELE DE VOLTA NAS TELAS, NO BRAAAAAAAAAASIL ! SEMPRE ESTAREI CONTIGO MEU AMR ! ♥

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ser fã

Já escrevi versos tentando demonstrar o meu amor por você. Já escrevi seu nome na areia, mas o mar o apagou. Já dormi com uma foto sua debaixo do meu travesseiro, para tentar me sentir mais próxima. Já segurei nas mãos de outras pessoas, tentando encontrar a sua. Já sorri tantas vezes, quando o que realmente eu queria, era chorar. Já pedi perdão tantas e tantas vezes á Deus, e ainda continuo pedindo, e nao sei porque.. já contei as horas, para ver se passavam mais rápidas. Já sonhei com você entrando pela porta, e pedindo para eu ir com você. Já doeu tanto, que hoje, nem sinto mais. Já aprendi a conviver com a realidade, mas ela sempre me machuca. Já chorei vendo suas fotos, vídeos. Já suportei pessoas julgando e rindo do meu amor por você. Já liguei tanto pra eles, que me machucava mais ainda. Mas hoje, eu acredito em mim, e é por você, que continuo lutando, e nao há ninguém, que me impeça disso. Ai como eu queria uma vez na minha vida estar perto de você, de tocar, te abraçar.. e dizer o quanto eu te amo. Todo mundo precisa de inspiração. Todo mundo precisa de uma alma, uma bela melodia, quando a noite é longa. Porque nao há nenhuma garantia, de que a vida é fácil. Quando meu mundo está caindo em pedaços. Quando nao há luz para quebrar a escuridão. É quando vejo você. Quando as ondas estão inundando o litoral, e eu, nao consigo encontrar o meu caminho de casa. É quando você aparece, e me salva. Eu queria poder escrever em uma estrela, como é importante o teu eu em mim. Mas acho que isso seria impossível! Mas nao pelo fato de querer escrever em uma estrela, e sim por nao conseguir usar apenas uma, mas todas elas.. porque você está em todos os lugares pra mim. E quando eu fecho meus olhos, é você quem eu vejo. Você é tudo que eu conheço que me faz acreditar, eu nao estou sozinha. Nao é necessário que você saiba quem eu sou pra que eu te ame incondicionalmente como te amo hoje. Você me faz sorrir até sem querer.Nada mais é necessário além de ouvir sua voz e ver seus olhos brilharem pra que meu dia se ilumine e se torne mais especial. Você consegue me fazer feliz apenas por existir. É incrível, pois nunca cheguei a achar que amaria tanto alguém como te amo. Nao sei explicar como nem porque, somente sei que é amor, apesar de algumas pessoas dizerem que é besteira. Eu sei que nao é pouca coisa. É um sentimento diferente, mas nao se torna menor por isso. Sei que, apesar de ser difícil de explicar, você é a minha verdadeira necessidade. Mesmo de longe, te amo como se estivesse ao meu lado. Você está presente em meu coração por todos os segundos do dia. Você me faz feliz quer você saiba disso ou nao. Você é minha fraqueza, mas você me dá força, preciso de você. Preciso de você como o sangue nas minhas veias. Porque você vive, meu mundo tem duas vezes mais estrelas no céu. E não é mentira. Muito menos brincadeiro. Eu te amo, incondicionalmente, irrevogavelmente, incrivelmente, indeterminadamente. Nossa, tem tantas palavras pra escrever aqui, mas sinceramente acho que isso já não basta pra ti. Eu sei que muitas pessoas acham bobeira isso... Mas, eu já não ligo mais. Na verdade nunca liguei. Eu sempre irei te amar, falem o que falar meu sentimento por ti não vai mudar! Cara, eu não acredito, parece mentira, alguém me belisca. Mas faltam exatamente 9 dias pra mim te abraçar, pra mim poder estar perto de ti. Vai ser uma única vez, eu sei. Mas estando perto de ti nem que seja por um minuto, te vendo nem que seja de longe, pra mim já basta. Ah meu Deus, eu fico me perguntando como pode você ser o único no mundo que consegue fazer meu coração parar, mas eu continuar respirando ao mesmo tempo. Realmente isso é inexplicável. Pode ser numa canção, ­pode ser no coração, eu só quero ter você por perto. E quando eu adormeço, você é tudo que vejo. Você está nos meus pensamentos e em todas as minhas preces.Eu até tento viver sem você mas as lágrimas caem dos meus olhos e eu estou sozinha e me sinto vazia. Deus, eu estou dilacerada por dentro. Eu olho para as estrelas esperando que você faça o mesmo. De alguma forma me sinto mais próxima do calor do seus braços, da intensidade dos seus olhos, do brilho do seu sorriso, do aconchego do seu abraço. Algumas pessoas são como estrelas, você olha pra elas e sabe que jamais poderá alcança-las, mas olhar pra elas já te faz feliz. O tempo passa, novas mágoas surgem, novos obstáculos são quebrados, novas idéias são formadas, novos dias chegam, tudo parece normal, tudo parece bem, mas não está. Meu coração continua partido, você continua longe demais para ouvir meus gritos desesperados. O tempo passa e a cada segundo mais eu percebo que é impossível te esquecer, e sem você não quero mais viver. Então venha comigo, ajude-me a colar meu coração, pedaço por pedaço, porque eu preciso de você, preciso de você agora. O tempo vai gravar tua voz em mim pra que eu possa te ouvir toda vez que eu precisar de algum motivo pra sorrir. Fecho meus olhos tentando encontrar os seus. Procuro no mundo beleza tão grande quanto a sua. Sinto o vento bater em minha pele e me arrepio ao confundi-lo com seu toque. O calor batendo em meu peito e por pouco consigo te sentir em meus braços. Pensando o motivo da distância entre nós dois, deixo uma lágrima rondar meu rosto. A tristeza invade meu corpo e sinto-me como se fosse cair. Recuperando todas as minhas forças com seu sorriso, em minha mente. Levantando-me usando as esperanças que me restam. Correndo em sua direção sabendo que, um dia, tudo valerá a pena. Olho para o céu e vejo a sorte que eu tenho por poder contemplar seus olhos. Ouço você me chamar, por pouco não paro de respirar. Perdida em seu sorriso, tentando voltar para minha vida, mas seu sorriso parece-me tão convidativo que eu não hesito em fazer parte do seu mundo. A cada verso que eu escrevo, só aumenta esse amor em mim! (8)'

sábado, 3 de julho de 2010

Rei, que nada !

Cadê o rei da bola ? O rei dos reis, o tal chamado Pelé ? Admiro o Dunga pois ele assumiu a culpa, xingou pelas perguntas idiotas feitas a ele, ignorou alguma pessoas, Porque Pelé não é técnico ? pela sua fama de ser o craque, 'o melhor', pois tem medo de ter a mídia em seu pés, Dunga não, foi lá e enfrentou de frente, pior é ficar julgando e não fazer nada, como muitos brasileiros estão fazendo agora, eu sou brasileira e um jogo, que muitas pessoas estão julgando, não iriam deixar a minha nacionalidade de lado. Julio a culpa não foi sua e muito sua Felipe Melo, pois se não fosse ele nós não teríamos feitos pelo menos um golzinho. Voltando as assunto de Pelé; Maradonna é uma pessoa que também admiro, assumiu a seleção argentina, sem se preocupar com a mídia muito menos com as conseqüências, mais o Rei Pelé [que se diz ser rei] não, só sabe falar, agir que é bom, NADA, agora estão pensando em botar, Felipão, Dunga não desista, pois você também foi um guerreiro, nós não somos indestrutíveis, nós tinhamos que perder pelo menos uma, que ja saibamos que iria nos tirar da copa, mais 2014 vem ai com força total e não se preocupe Julio, os outros só sabem criticar, agir que é bom, NADA ! /¬_¬/ Então tenho é desgosto por este tal Rei, não gosto de ti, sua farsa ! Mais temos ai Neymar e Philippe Coutinho que em 2014 vem com tudo, torço por te DUNGA, FELIPE MELO, KAKÁ E JULIO CESAR !

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Palavras +


Sonhos. O que significam sonhos pra você? Não são apenas meros desejos. São vontades tão intensas que nem você consegue controlar. E você vai construindo isso dentro da sua alma, de um jeito que a esperança vai crescendo, e a cada dia esse sentimento vai se acumulando dentro de você... E de repente, tudo cai. Tudo o que você construi, com tanto amor, dedicação e carinho desaba na frente dos seus olhos. Você tenta não chorar. Você trinca os dentes pra fazer as lágrimas voltarem, mas sua garganta já está doendo, seus lábios tremendo, sua visão atrapalhada pelas lágrimas. É impossível não chorar. É impossível ignorar esse sentimento. E os dias passam. Você tenta ter fé, tenta dar a volta por cima e refazer seus sonhos, mas ao mesmo tempo você tem medo de ter esperanças demais e logo depois, elas desabarem na sua frente. E durante o dia, você brinca, você esquece disso, você se distrai e até consegue fazer piada do assunto, mas não há uma noite em que você não deite no travesseiro pensando naquilo. Não há uma noite sequer que você, antes de dormir, chore, perguntando-se o que não deu certo, o que você fez de errado e porque essa maldita dor não passa. Porque dói em tudo, dói em lugares que você nem sabia que existia. Não passa nunca? Passa. Claro que passa. Demora, ah, como demora! Mas passa. Vai esfriando aos poucos, até se tornar uma lembrança, meio triste, como naqueles pesadelos em que tudo é sem cor e coberto por uma névoa branca, mas passa. E então, demore o tempo que demora, você encontra força dentro de si pra fazer um novo sonho. Pra ter novamente aquela esperança há tanto esquecida e aquele conhecido brilho no olhar... Aquela fé, que você tinha perdido, e a vontade de sonhar de novo.

Unica exceção




Talvez eu saiba em algum lugar no fundo de minha alma
Que o amor nunca dura
E nós temos que arranjar outros meios de seguir
Em frente sozinhos ou manter o semblante impassível
E eu sempre vivi assim.. (The Only Exception)



talvez pensamos que toda história vai ser diferente, mais é ai que nos enganamos, porque os meninos são todos iguais, sem sentimentos, orgulhosos, mais lá quando pensamos em desistir tipo que aparece o príncipe encantado em nossa vida, mais pensamos que é um sonho e muitas vezes deixamos passar, perdemos a unica ou última oportunidade que nos restava, não poderia ser aquele homem que viria montado em cima de um cavalo branco, mais poderia ser um vendedor de banana que se tornaria extremamente importante em nossa vida, por isso dizem que o nosso futuro é nós que fazemos, pois ele estar em nossas mãos, então não deixe a oportunidade ir embora, agarre-a e seja extremamente feliz com seu vendedor de bananas 'KKK (:





domingo, 20 de junho de 2010

Aprendi,




que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
(William Shakespeare)



então aprenda que nem tudo é pra sempre pessoas que você ama um dia são deixadas pra trás, que detalhes fazem a diferença, que um dia você poderá encontrar o amor da sua vida que nem te conheçe, descobri o que é o amor, que amigas são tudo e as vezes não são nada, que família é a base, e as vezes nada importa quando você esta perto da pessoa que você ama, que nem tudo na vida são flores, porque se não seria enjoativo demais, que também existem gays e devemos respeita-los, que nós somos diferentes, e podemos mudar o rumo da vida de alguém, que um dia iremos ser rejeitadas, mais nem por isso é preciso querer se matar, pois um dia isso passa, descobrimos que amamos time, que os nossos bens materiais estão sobre nosso poder, então aprenda a sorrir, a chorar e nunca tenha medo de amar, porque acredite, nem tudo na vida são flores, mais tem dias que estamos com todas elas na mão, plante, colha, cuide e nunca maltrate seu jardim, pois um dia você irá precisa-lo, p.s: NUNCA DEIXE DE AMAR ALGUÉM .

domingo, 13 de junho de 2010

Uma linda história de Amor .


-
Era dia 7 de outubro, Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Bruno. O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.
Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu. Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas. Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.
Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.
Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.
Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras. Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.
Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. Eu te amo! PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz.
Afinal, o coração do homem de sua vida batia dentro dela.